Como começou o Projeto

Veronika Schuler Dolenc conta:

Ao fazer uma viagem para o Cristalino em Alta Floresta, Mato Grosso, região de Floresta Amazônica, conheci Marc Egger, especialista em observação de aves e guia turístico. Consegui trazê-lo ao Embu para fazer um diagnóstico da nossa região em relação às espécies de aves que freqüentam a cidade. Percebemos que havia uma diversidade muito grande e que poderia ser objeto de diversos movimentos relacionados à educação ambiental.

Afinal eu me desloquei do Embu para a Floresta Amazônica para ver aves, enquanto em meu quintal havia uma grande diversidade que eu ainda nem conhecia.

Ao sairmos em campo com binóculos e luneta, um mundo diferente se descortinou. E contando com a experiência e conhecimento de um especialista ao nosso lado, começamos a aprender muito sobre as aves que estão ao nosso redor.

1° Curso de Observação de Aves da Mata Atlântica

A partir de um levantamento preliminar das aves da cidade, elaboramos uma apostila e demos o primeiro curso que teve a participação de diversos jovens da região. Este curso foi realizado em duas manhãs consecutivas, em janeiro de 2003.
Munidos de binóculos e lunetas, caminhamos por áreas fechadas e abertas da mata e muitas aves foram vistas nestes dois dias, inclusive diversas aves novas que ainda não haviam sido vistas no levantamento preliminar.
O curso foi um sucesso, todos os jovens ficaram bastante empolgados com o que viram.


Próximo passo: fixação dos novos conhecimentos através da arte

O passo seguinte foi pintar as aves vistas na mata.
A técnica escolhida foi pintura em seda.
A jovem Paloma de Farias Portela começou a fazer trabalhos belíssimos que se destacaram e foram os escolhidos para serem fotografadas e transformados em cartões de fim de ano, calendários, capas de agenda, cadernos, etc.
Assim surgiram alguns produtos que podem ser comercializados para garantir a sustentabilidade do projeto.